Transtornos Alimentares Em Crianças: Como Lidar?

Apesar de afetarem principalmente os jovens, eles também podem acometer os pequeninos. São os transtornos alimentares em crianças.

Conheça os sinais e saiba reconhecer quando algo está errado.

Os transtornos alimentares são alterações graves no comportamento alimentar de uma pessoa que podem causar perda ou ganho de peso extremos.

Os transtornos mais conhecidos dessa categoria são a anorexia e a bulimia, que estão associados ao padrão de beleza imposto pela sociedade.

Por esse motivo, eles são mais frequentes em mulheres jovens, que se sentem mais pressionadas a estar dentro desse padrão para se sentirem aceitas.

Apesar dessa prevalência entre as mulheres jovens, os transtornos alimentares também podem acometer as crianças.

Eles podem ser identificados quando a criança não quer ou não consegue ingerir a quantidade ou variedade suficiente de alimentos para se desenvolver e se manter saudável. 

 

Transtornos Alimentares Em Crianças Na Primeira Infância

 

Na primeira infância transtornos alimentares em crianças

Embora os transtornos alimentares mais conhecidos sejam aqueles relacionados a uma preocupação excessiva em se sentir dentro de um padrão de beleza, existem outros tipos de transtorno que acontecem sem esse fator.

Eles acontecem antes dos 6 anos de idade, a chamada primeira infância.

Nesses casos, a criança não consegue se alimentar adequadamente devido a problemas emocionais, e não em função de distúrbios físicos.

 

Pica Do Lactente

 

Um exemplo desses transtornos é a Pica do Lactente ou Pica da Criança, que acontece quando o paciente ingere substâncias e materiais que não são alimentos, como terra, cinzas, cabelos, insetos e tinta de parede.

Geralmente, os casos de pica acontecem em crianças provenientes de famílias com baixo nível socioeconômico, vítimas de alguma forma de agressão ou que apresentam algum distúrbio psicológico, como depressão ou autismo.

O tratamento desse distúrbio é feito com psicoterapia e acompanhamento médico, sendo que às vezes é necessário fazer uso de medicamentos.

Felizmente, a Pica do Lactente é um transtorno bastante raro.

 

Transtorno De Regurgitação

 

Outra doença que pode acometer as crianças é o Transtorno de Ruminação ou Transtorno de Regurgitação, que se caracteriza pela regurgitação e mastigação dos alimentos repetidas vezes por pelo menos um mês.

Nesse caso, existe uma grande dificuldade na deglutição, de forma que a criança devolve o alimento para a boca, mastiga-o e engole-o novamente.

Essa doença é mais comum em pacientes com transtornos do espectro do autismo ou com algum grau de atraso no desenvolvimento mental.

Ainda, pode aparecer em crianças que têm algum problema na relação com os pais ou cuidadores ou que adquiriram um comportamento reforçado inadvertidamente.

Nesse caso, o tratamento consiste em:

  • Análise do comportamento da criança, com motivação e incentivo ao comportamento positivo;
  • Treinamento dos pais;
  • Associação com medicamentos quando houver algum transtorno psicológico envolvido.

 

Transtorno Da Seletividade Alimentar

 

O Transtorno da Seletividade Alimentar ou Picky Eating consiste na recusa do consumo de certos tipos de alimentos. A recusa pode acontecer devido à textura, ao aroma ou à cor do alimento.

Ainda, pode haver uma seletividade com base na temperatura (apenas alimentos bem quentes ou bem gelados), no tipo de alimento (a criança não come nenhuma fruta ou verdura).

Como consequência, a criança pode sofrer deficiências nutricionais e prejuízo na interação social, posto que grande parte dos eventos sociais envolvem algum tipo de comida.

Alguns estudos sugerem que essa recusa possa ter origens em um paladar muito aguçado, que rejeita sabores mais marcantes.

Ainda, pode ter algum fator emocional envolvido, como a evocação de um mal-estar causado pela comida.

Esse problema é mais comum em crianças que sofrem com transtornos de ansiedade e autismo.

O tratamento para o transtorno da Seletividade Alimentar envolvem:

  • A orientação de um nutricionista;
  • A psicoterapia;
  • Se necessário, o uso de medicamentos para controlar a ansiedade.

 

Transtornos Alimentares Em Crianças Mais Velhas

 

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No caso de crianças mais velhas, os pais devem estar atentos a mudanças bruscas no comportamento alimentar de seus filhos, as quais podem indicar um transtorno como a Anorexia ou a Bulimia.

Em ambas as doenças, existe um padrão de alimentação fora do normal e uma percepção deturpada da própria imagem.

No caso da anorexia, existe um desejo pela magreza que leva à restrição alimentar, insatisfação com a própria aparência e medo de engordar.

Sinais como a fixação pelo número de calorias dos alimentos, a preocupação excessiva em servir-se com porções reduzidas e pesagens repetidas e frequentes podem ser indicativos de que a criança possa estar desenvolvendo algum tipo de comportamento relacionado a esse transtorno.

Já no caso da bulimia, o principal sintoma é a compulsão alimentar, que depois geralmente é compensada com vômitos autoprovocados.

Os pais devem observar se a criança apresenta ansiedade para sair da mesa logo após as refeições e se há algum indício de que a criança esteja se escondendo para comer compulsivamente.

Além de observar esses sinais, os pais devem promover um ambiente agradável para a realização das refeições, com estímulo à alimentação adequada.

Ainda, é muito importante que as questões de autoimagem sejam trabalhadas desde cedo com as crianças.

O tratamento desses dois transtornos deve ter acompanhamento de profissionais como médico, psicólogo e nutricionista.

Dependendo da gravidade do caso, o paciente pode ter que ser internado para receber o tratamento. Assista o vídeo e confira mais mais informações:

 

 

Como Saber Se Seu Filho Está Acima Ou Abaixo Do Peso?

 

Se você desconfia que seu filho esteja fora da faixa de peso adequada para sua altura e idade, você pode recorrer a uma calculadora de IMC infantil.

Essa ferramenta permite fazer uma triagem com base no índice de massa corporal, indicando um possível desvio.

Para o cálculo, é necessário informar a idade, o sexo, o peso e a altura da criança.

Independente do resultado, cada criança precisa ser avaliada por um médico para que se chegue a um diagnóstico definitivo.

Artigo escrito por Rodrigo Ramos.

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